O que é?

Saudades da benzina. Minha menina. O filho pródigo a casa torna. sou eu mais uma vez. Até cansar de novo. Enquanto isso, cenas do próximo capítulo...

Os Outros


Pelo Buraco Negro
Clarah Averbuck
Carlos Jazzmo
Viciado Carioca
Alexandre Mentiras
Cinefilia
Poeta Sórdido
Quando Eu Tiver 64
Overmundo

Será que ainda vale alguma coisa?

10.13.2006

Fechado ad infinitum


Quantas recaídas houveram?
Idas e vindas pra saber que tudo está acabado.


Foi assim aqui, e na minha vida também.
Pensar no último adeus não é fácil, não saberia (como de fato não sei) o que dizer.

Alguns arquivos ficarão aí o tempo que o BLOGGER permitir. Eu e meus vários pseudônimos ficaremos aí o tempo que for possível. Parar de escrever não, jamais.

Relembrar com carinhos as minhas mancadas, relembrar sem medo os meus erros, relembrar as minhas vontades não cumpridas, relembrar que apesar dos pesares a vida continua, dia após dia.

O blogue foi bom enquanto durou, ou nem tão bom assim. Aqui era a minha sala vazia que eu sempre pude gritar o que quisesse, puder fazer e falar coisas impensadas, pude causar raiva e comoção. Foi bom, e foi ruim, mas foi. Passou.

Consegui amigos por aqui, consegui brigas memoráveis, consegui lágrimas e risos. Tudo aqui, eu mesma ou eu fantasiada e maquiada, mas sempre eu. Porque nem sempre foi possível fazer/falar a coisa certa, tampouco ser sempre uma boa pessoa.

Enfim, boas estórias renderam. É o mínimo que posso dizer.


Obrigada, e até a próxima.

::resmungos::

10.12.2006

Pensei estar tudo bem, tranquilo, paz. Finalmente a paz.

Mentira, a loucura continua dentro de mim, eu eu enchi a cara e fiquei esperando ele aparecer no tal bar, fiquei imaginando coisas, fiquei mais uma vez 50 horas acordada, mandei uma mensagem pro celular dele que não existe mais, fiquei choramingando e enchendo o ouvido dos outros com as minhas lamurias, fiquei bêbada e acho que caí. O meu joelho hoje não dobra.

Tá tudo errado, muito errado, e eu vendo nos rostos estranhos o rosto dele. Eu dando uma de forte, mas só frangalhos por dentro. Mas tá tudo bem né. Depois de doze horas em cima da cama eu e a noite sozinhas ficaremos juntas, hoje menos bêbada, mais calma, menos loucura mais solidão.

A areia da ampulheta não pára, meu coração também não.

Hoje mais eu e você mais longe.
::resmungos::

10.11.2006

desculpem os acessos de viadagem.deve ser a falta de sono e o baixo nível de nicotina no sangue.
saudades do rapaz que faz meu coração pulsar forte. Asneiras. tôbemtôbemtôbemtôbem.
vou dormir.
::resmungos::

A ampulheta foi virada.



O relógio marcava 3:21 da manhã. Resquícios do champangne com groselha ou com licor de menta ou puro mesmo tomado no canudinho ecoavam na minha cabeça ainda.


Eu agarrada nas mãos dele, nos braços dele, minha cabeça no seu ombro, e a marca branca na pista passando rápido pela janela. O relógio ainda marcava 3:21.Subi até o terraço, vi o avião decolar e fui embora. Aperto.


Não vou esquecer dos seus dedos frouxos enquanto eu me agarrava a você como se fosse a minha coisa mais preciosa. Não vou esquecer seus olhos perdidos, enquanto eu te olhava como se fosse ficar sem te ver por anos. Frio, tudo estava frio. Mesmo com as brincadeiras no aeroporto, mesmo com nossos copos cheios. Tudo está vazio.O amor não voltou pra este peito.


Espero que as coisas mal resolvidas possam ser resolvidas. Para o bem ou para o mal do nosso relacionamento.


Não dormi hoje. Estou pregada com sono, ressaca, sem dinheiro e sem cigarros. Contas caindo de pára-quedas sobre minha cabeça. Deus nos acuda, samba do crioulo doido, dias ruins. Mas eu to bem. Sempre bem, aproveitando os dias frente à tevê, frente ao vazio da minha cabeça. Vazio meu coração... Você está longe. Tantas coisas podem acontecer. Ou não. Ou tudo continuar assim. Semgraça.

::resmungos::

10.10.2006

Porra (!) será que não dá pra passar por cima??
Como (?) se ele deitou na minha cama e disse que tinha ficado com outra, e sim, eu tive um ataque de ciúmes, mesmo ele não sendo mais meu namorado. Ele já saindo pela porta... eu disse 'fica'.


Começando a chorar eu bradei 'eu gosto de você porra'.


Como nunca gostei de ninguém. Bons tempos aqueles em que minha ambição maior era me manter solteira e livre de qualquer tipo de relação.


***


-ele ta indo embora só por um mês, pô.
-que nada, quando nós tivermos notícias dele, ele vai estar casado em com filhos.
-e a cacá vai continuar bêbada pelos bares.


***

-mas eu vou casar com ele...resta saber se ele vai querer casar comigo...
-cacá, só daqui uns 10 anos você vai fazer bem pra ele. Agora não.


***

-aproveita, viu?!
-você vai ficar bem?
-vou.


***


A verdade mesmo é que eu sempre fui uma violência gratuita, e ele a bandeirinha branca. Me entendia, me acalmava. Mas ele precisa partir, ele é melhor sem mim. Já eu vou ter que aprender a ser melhor sem ele.


-sentir saudades é bom viu, ruim é querer a outra pessoa longe.


Saudades pra mim é torturante. Principalmente quando não é recíproca. Querer o outro longe acalma, a raiva e o furor resignam. É cômodo, morno, quase tranqüilo. Forgotten.

::resmungos::

10.5.2006

E quando o sonho acaba?
A gente arranja um sonho novo ou fica com medo de sonhar?
E quando a dor não passa?
A gente toma dorflex, bebe cerveja, fica bêbado além da conta, vomita e dorme.


Eu não sei mais o que pensar, como agir, o que falar. Eu penso besteira, falo asneira e continua tudo torto.Porquê? ó deus porque? Eu queria te aproveitar o máximo, acordar e dormir com você, mas deu medo, e depois vai vir o desepero, você não mais vai estar aqui. Vai ter mais de três milquilômetros entre nós. O coração vai continuar vazio, e mais uma vez eu não soube o que fazer, como fazer e o que falar.

Vou ver você partindo de longe. Escondida. Desculpa, meu medo, esse que nem eu entendo me brecou. Medo de que? Não sei. Desculpa.

::resmungos::

10.4.2006

Well, ando como uma pessoa digna de suspirinhos. Vegetando no sofá em busca de alguma atração descente na tevê. Ando sem Internet, então eu percorro a vasta programação global e quando acabam os ensinamentos preciosos de Manuel Carlos, eu parto em busca de um filminho.


Ontem foi a vez de Blow, que diga-se de passagem, fez valer a tarde de sono e a noite inteira sentada na frente da teVElisão. Pô, soy uma garota que gosta de ultra-violência, sexo, drogas e às vezes um filminho de amor tolo, porque até onde eu sei ainda sou mulher. Blow acaba de entrar pra lista dos filmes favoritos.



Fui criada a base de Pulp Fiction, meu irmão me iniciou ainda nova a arte da ultra-violência e da cocaína. E desde sempre ele me falava do tal filme. Blow mostra a história do trafica mais famoso dos EUA, a trajetória da coca percorrendo toda a hight society americana durante as décadas de 70 e 80, engraçado ver a cena em que toca Keeping came love e todos cafungam desesperadamente no pote de coca.


Ótimo também os óculos do Johnny Deep, os modelitos que variam dos 60 até o alto dos oitenta. Muita droga, a torto e direito. Vale pra descarregar os diabinhos, exorcizar a tristeza contida. E isso acaba de me lembrar um diálogo franco que eu tive com meu irmão mais velho ¿ o mesmo que me iniciou nesse mundo - sobre o meu futuro financeiro:


-Dé, eu tenho a grana do meu décimo terceiro, mas não sei o que fazer com ele...
-O que você tá pensando Carlão?
-Bom, ou eu compro uma máquina digital, ou eu guardo pra viajar pra recife no carná ou eu realmente guardo na poupança pra sobreviver caso fique sem emprego.
-Olha, tenho uma idéia melhor...
-Qual? ¿ eu pergunto com os olhinhos cheios de esperança
-Você compra de droga e depois trafica, o seu dinheiro vai triplicar!
-HAHAHAHAHAHAHAHA. Brigada Dé.



Pois é. Nessas horas eu penso seriamente em escutar os conselhos dele. Pena que todo traficante se fode hora ou outra.


Mais do mesmo: Táxi driver, Pulp Fiction- tempo de violência, Laranja Mecânica, Trainspotting, Réquiem para um sonho, Snatch- porcos e diamantes, Jogos e trapaças e dois canos fumegantes etc e tal.

::resmungos::

10.2.2006

Clube dos corações solitários




Em homenagem aos clichês. Pra falar que vocês me ajudam todos os dias. Pra dizer um muito obrigado por vocês continuarem ao meu lado mesmo que por vezes me achem ¿deveras hostil¿. Ando assim, pavio curto pra gente feita de plástico. Mas vocês são de verdade, e quero que cada dia seja mais um dia da gente junto. Pra poder acreditar que nossas bebedeiras irão salvar o mundo. Pra poder acreditar que todo dia é dia de dançar até de manhã. Pra poder acreditar que o mundo vale a pena mesmo continuando com o LonelyHeart.

-Mãe, me ensina a ser uma reta.
-Ã? Coméqié cá?
-Mãe, eu só queria poder começar e terminar alguma coisa na minha vida, cansei de deixar tudo pela metade...
-Viva, filhota, viva.

::resmungos::